sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Etnia.


Chico Science & Nação Zumbi

Somos todos juntos uma miscigenação
E não podemos fugir da nossa etnia.
Todos juntos uma miscigenação
E não podemos fugir da nossa etnia.

Índios, brancos, negros e mestiços
Nada de errado em seus princípios.
O seu e o meu são iguais
Corre nas veias sem parar.
Costumes, é folclore, é tradição.
Capoeira que rasga o chão
Samba que sai da favela acabada
É hip hop na minha embolada.

É o povo na arte, é arte no povo
E não o povo na arte, de quem faz arte com o povo.
É o povo na arte, é arte no povo
E não o povo na arte, de quem faz arte com o povo.

Maracatu psicodélico.
Capoeira da pesada.
Bumba meu rádio.
Birimbau elétrico.
Frevo, samba e cores.
Cores unidas e alegria.
Nada de errado em nossa etnia!

Composição: Chico Science
Regravada por Paulo Miklos.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Família? Família.



Hoje, eu não estava muito afim de escrever. Várias coisas aconteceram, mas, uma pessoa que amo muito me disse que nunca devo deixar de sorrir para a vida, independente do que aconteça. Então, resolvi rever o meu dia, e escrever algum pensamento aqui.
Fiquei por alguns minutos pensando no que escrever, em algum tema, em alguma música, mas nada ajudou, então, pensei no que mais me aflige no momento, no que mais me magoa, que são meus parentes. Para alguns, o que escreverei, não fará sentido, ou, me trará críticas, mas será irrelevante, pois quem sente realmente a realidade da vida, sabe quantas mágoas são guardadas ao longo do tempo.
Procurei no dicionário, o significado da palavra "família", e não procurei em somente um dicionário, procurei em vários. E todos diziam a mesma coisa: " Pessoas do mesmo sangue, que vivem ou não em comum. Descendência, linhagem. O pai, a mãe e os filhos, etc. Nenhum mencionou a palavra "amor". Mas isso não significa que nenhum membro familiar é capaz de nos amar, isso significa que somos apenas um grupo. Um grupo de pessoas, que vivem ou não em comunhão, e harmonia. Ou seja, querendo ou não, temos uma família, seja com amor ou não, possuímos uma, e vamos constituir outra, e assim por diante.
Há muito tempo deixei de acreditar no amor familiar, há muito tempo a palavra "família", não faz mais parte do meu vocabulário. Pois quando somos crianças, todos, escondem a verdade de nós, nunca sabemos de fato o que aconteceu. Não sabemos o verdadeiro motivo de estarmos aqui, se foi por vontade dos pais, ou se foi por acidente. Não sabemos quem foram nossos pais antes de nós surgirmos, dentre outras coisas, que com o tempo enxergamos, sem ninguém precisar nos contar. Aquela mãe que nunca deixava faltar nada para você, já não existe mais, aquele pai já não é o mesmo brincalhão de sempre. E então, toda a magia que você sentia quando estava perto de sua família, se tornou uma simples gota caindo de seus olhos, denominada lágrima, que dá sentido a sua decepção.
E hoje, agradeço a Deus, por poder voltar a falar que eu tenho a família mais linda do mundo, pois família, não são pessoas do mesmo sangue, nem pessoas que trabalham pra sustentar os filhos. Família é amor, e não há dinheiro que a compre, e não há trabalho que a sustente. Família, é sim um grupo, mas um grupo onde cada um faria o possível e o impossível pra nunca deixar de ver o outro sorrir.
Família de verdade, é aquela que se o sofrimento entra por uma porta, ele vai sair por outra sem deixar ratros de mágoas, é aquela que vai ser o seu apoio quando você desabar, é aquela que desabará em seu lugar, para não te ferir, é aquela que cita amor ao acordar e ao dormir.
Família. Família. É aquela nunca vai partir.

Para: Rafael, Kiara, Petico, Talena, Peixinho, Tibe's, Lilica, Billy, Layla, Cauê, Lulut & cia. E claro, os verdadeiros amigos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

O sonhar


Hoje, acordei verdadeiramente bem. Dormi um pouco mais cedo do que de costume, foi um sono excelente. Mas acordei lembrando do sonho que tive, e fiquei me perguntando várias e várias vezes, se aquilo tudo fazia sentido. Muitas vezes sonhamos com coisas que nem sabemos da onde vieram, e outras vezes sonhamos com coisas que realmente tem um sentido forte em nossas vidas.
O sonho pode ou não ser surreal, isso deve depender da mente de cada um. Pois o que para um faz sentido, para o outro é uma mera coincidência. O ruim é quando sonhamos algo que não queremos sonhar, e nem ao menos pensar. E por que sonhamos? Deve ser porque o que não queremos pensar, faz parte de nossas vidas, querendo ou não. Pode ser uma pessoa, um ato, um objeto, etc. Enfim, o sonho é tão real, que posso senti-lo.
No sonho podemos encontrar pessoas que jamais imaginamos. Pessoas que podem ou não existir, pessoas que já faleceram, pessoas que você já viu mais nunca teve contato, objetos que não existem, coisas que jamais vão acontecer, entre outras coisas desse mundo mágico que podemos chamar de sonho.
O que queremos, o que não podemos ter, um mundo melhor, as maravilhas que estão longe de nós, os pássaros, ás arvores, o mundo sem o homem para destruir, o amor verdadeiro, a água sem fim, o verde sem fim... só podemos sonhar, somente sonhar.
O sonho, é a virtude da vida, onde podemos nos exilar do mundo, sem se quer sair dele. Infelizmente, só podemos viver de verdade, e sonhar, com os olhos fechados. E quando os abrimos, vemos o que realmente deveria ser surreal.
Quando abrir os olhos, e enchergar o medo, a traição, a maldade, e a realidade, não se esqueça que pode fecha-los a qualquer momento, e viver do sonhar.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Início, meio e fim.



Não sei porque eu tive vontade de criar um blog. Sei que vi vários amigos criando, e escrevendo seus pensamentos, e textos. Ás vezes tenho medo de expressar o que verdadeiramente sinto. Será por isso a demora da criação deste blog? Bom, fica como uma dúvida.
Cansei de olhar para o meu computador, clicar no menu "iniciar", e ir para o "bloco de notas", escrever meus pensamentos, minhas letras de música, minhas vontades, o meu dia-a-dia. Tava na hora já de eu arranjar algum lugar descente para escrever tudo, pois a minha pasta de textos já está lotada.
Adorei escrever aqui, a letra, o formato, é diferente. É como se eu estivesse pensando, e as letras redigissem sem os toques dos meus dedos. A única diferença é que caso, não estivesse redigindo, os erros gramáticais, seriam mínimos.
Bom, esse é meu início, não o início de uma vida, pois se eu fosse contar, levariam 17 anos de história e alguns meses. Mas o início que digo, é de um novo pensamento, pós "ano novo, vida nova". Teremos um meio. E talvez.. um fim. Pois o verdadeiro mistério, é a dúvida de uma existência de um final.
E como em um final de um antigo filme, apareceria com letras grandes, e um formato delicado, a palavra fim. Mas aqui vai, com formato indelicado, de uma feição direta, a palavra...

INÍCIO...